Beach Tennis e a Dor Articular: Não deixe a areia parar o seu jogo

Aviso: Este artigo tem caráter puramente informativo e não substitui a avaliação e o aconselhamento médico profissional.

Demorático, divertido e ao ar livre. O Beach Tennis tomou as orlas e as academias de areão de todo o país. É incrivelmente convidativo para pessoas comuns de todas as idades, mas, como todo novo hábito esportivo frequente, carrega uma pegadinha que vem preenchendo as clínicas de fisioterapia e ortopedia: as sobrecargas nas articulações superiores.

Ao se aventurar entre os pulos na areia e as raquetadas pesadas constantes, seu corpo encontra um estresse mecânico muito diferente de uma simples caminhada. Se os desconfortos estão aparecendo na sua rotina dois dias depois do jogo na arena, é hora de entender suas causas para que a dor deixe de ser parceira da sua dupla.

As 3 Vítimas do Esporte de Areia

Assim como na raquete do tênis de quadra, o Beach Tennis possui oponentes pesados: ventos, uma bola densa e areia fofa, tornando o equilíbrio irregular.

  1. O Ombro sob tensão extrema (Tendinopatia do Manguito Rotador) Para sacar ou esmagar um "Smash", você joga o braço bem lá trás das suas costas e chicoteia a raquete pra frente por cima da cabeça em uma fração de segundos de pura força centrífuga, umas setenta vezes no mesmo dia. Músculos cruciais estabilizadores, como o tendão de "Supraespinhal", acabam sendo repuxados contra as paredes ósseas até inflamarem severamente, gerando pontadas agudas na região dos ombros na hora de vestir uma camisa.

  2. O "Cotovelo do Banhista" (Epicondilite / Tendinite) Sim, a bola aparenta ser leve, mas não é. O impacto bruto que entra na raquete na hora de bloquear golpes velozes reverbera pelo carbono inteiro e vai bater diretamente contra os finos tendões ligantes na dobra do seu cotovelo. Esse acúmulo de pancadas invisíveis cria pequenos traumas nos extensores laterais, a conhecida "Epicondilite", gerando fisgadas profundas no braço ao digitar ou ao girar a mão na maçaneta.

  3. As Torções de Tornozelo na areia falsa Jogar descalço em areões, onde algumas áreas são bem mais fofas (afundam) e outras batidas endurecem a pisada, desestabiliza toda a propriocepção das articulações da perna. Uma mudança brusca para ir para um lado num curtíssimo trajeto pode torcer forte os tornozelos soltos.

Pausa com "Água Quente" não repara o desgaste

Aquela típica tática amadora de sentir dores lancinantes nos punhos ou cotovelos na segunda-feira, ficar os próximos cinco dias com analgésico e voltar às arenas na sexta só vai fazer a bola de neve inflamatória do jogo piorar. Ignorar inflamações do manguito por semanas sucessivas converte uma tendinite "leve e inocente" em rasgos ou lesões profundas, das quais a simples reabilitação física (ou pior, a cirurgia) são a última esperança de retorno ao seu lazer diário.

Se o braço pesa de dor ou o cotovelo te dá choques sempre que a bola bate forte, o exame de imagem ortopédico contemporâneo e precoce fará enorme diferença para mapear qual espessura das fibras vitais da sua articulação "cansaram". Nesses cenários iniciais, infiltrações focadas feitas sem necessidade de blocos cirúrgicos entregam uma resolução anti-inflamatória em "alvo de dardos" muito exata nas bainhas tendinosas ao redor do osso injuriado, te livrando da dor limitante para buscar os corretos estímulos físicos de resistência e reatar ao esporte.

Você saiu do Beach Tennis mas as dores que as raquetadas trouxeram não largam as suas costas e o seu ombro? O Dr. Otto Beckedorff age incisivamente para encontrar desgastes nas junções e construir intervenções medicamentosas seguras, baseadas em imagem e controle mecânico, em vez de apenas te privar de movimentar o esporte que traz mais saúde as areias.

Agende sua avaliação direcionada e retome as raquetes sem preocupações limitantes e dolorosas.

Dr. Otto Beckedorff
Escrito por

Dr. Otto Beckedorff

Dr. Otto Beckedorff – CRM 226325SP | RQE 139078

Sou ortopedista com formação pelo Hospital Vera Cruz (Campinas/SP) e atuação focada no diagnóstico e tratamento da dor musculoesquelética, especialmente dores na coluna, joelho, quadril e ombro. Atendo pacientes com dores agudas ou crônicas, que muitas vezes convivem com limitações físicas e impacto direto na qualidade de vida.