Dor no Padel: O que causa as lesões e como voltar às quadras sem limitações
Aviso: Este artigo tem caráter puramente informativo e não substitui a avaliação e o aconselhamento médico profissional.
O Padel é, indiscutivelmente, o esporte que mais cresce nas quadras brasileiras. Com sua dinâmica envolvente e social, ele atrai jogadores de todos os perfis. No entanto, o entusiasmo das partidas intensas muitas vezes esbarra em um obstáculo doloroso: as lesões ortopédicas.
A biomecânica do Padel exige arranques curtos, frenagens violentas, giros rápidos e impactos repetitivos da raquete. É a receita perfeita para sobrecarregar tendões e articulações que, frequentemente, não estavam preparados para tamanho estresse mecânico.
Neste rápido guia, vamos explorar as três maiores "dores do padelista" e por que contar com pausas e gelo não vai salvar os seus próximos torneios.
1. O Temido "Cotovelo de Tenista" (Epicondilite Lateral)
Disparado o maior motivo de saída de quadra. A Epicondilite Lateral é uma inflamação aguda (que rapidamente se torna crônica) nos tendões do antebraço que se conectam ao osso do cotovelo. No Padel, as raquetes são pesadas e sem cordas, o que significa que toda a vibração e o impacto do golpe (especialmente os "Smashes" e voleios firmes) são transferidos direto para a sua articulação.
Se você não consegue mais segurar um copo d'água de manhã ou bater na bola sem uma pontada na lateral do cotovelo, seu tendão já ultrapassou a fase da fadiga aguda.
2. A Sobrecarga no Ombro e Manguito Rotador
A quantidade de vezes que o braço é elevado acima da cabeça de forma explosiva agride severamente os tendões do manguito rotador. Com o tempo, o espaço entre os ossos do ombro diminui devido à inflamação repetitiva, causando a chamada Síndrome do Impacto. É aquela dor fina, como uma agulha, que piora à noite e impossibilita um movimento no fundo da quadra.
3. Os Freios: Joelho e Tornozelo
Você joga em grama sintética com areia. Essa superfície "agarra" ou "escorrega" demais. As torções no tornozelo e as dores na cartilagem do joelho (Condromalácia devido a posições semi-agachadas constantes) são queixas semanais nos consultórios. O corpo tenta frear uma corrida curta e o amortecedor interno (o joelho) paga a conta da frenagem.
A "Armadilha" da Pausa
Muitos padelistas com dor adotam a mesma estratégia: tomam um par de anti-inflamatórios, ficam 15 dias sem jogar achando que tudo melhorou, e na primeira partida de retorno a dor volta mil vezes mais forte.
Isso acontece porque descansar não regenera a força e a vitalidade do seu tendão. O tecido sofreu micro-rupturas. Quando a dor do Padel vira crônica, você precisa de investigação profunda em consultório.
Uma avaliação precisa da Ortopedia Especializada identificará exatamente o milímetro inflamado no ombro ou cotovelo. Ao invés de afastar você por meses, intervimos na engrenagem! Tratamentos contemporâneos da Medicina Intervencionista em Dor — como os bloqueios guiados por ultrassom e a Viscossuplementação para articulações desgastadas — entregam os agentes anti-inflamatórios ou regenerativos exatamente no tendão exausto, promovendo uma cicatrização de alta performance para que sua fisioterapia seja imbatível e você não perca seu "game".
Está perdendo torneios ou evitando os treinos por causa de uma pontada que não passa? O Dr. Otto Beckedorff realiza a investigação técnica aprofundada das lesões esportivas com planejamento intervencionista ou conservador focal, feito sob medida para você voltar às quadras com agressividade e segurança.
Agende sua avaliação diagnóstica de forma ética e traga seu esporte de volta para a sua vida.

Escrito por
Dr. Otto Beckedorff
Dr. Otto Beckedorff – CRM 226325SP | RQE 139078
Sou ortopedista com formação pelo Hospital Vera Cruz (Campinas/SP) e atuação focada no diagnóstico e tratamento da dor musculoesquelética, especialmente dores na coluna, joelho, quadril e ombro. Atendo pacientes com dores agudas ou crônicas, que muitas vezes convivem com limitações físicas e impacto direto na qualidade de vida.