Epicondilite Lateral: Nem sempre é quem joga tênis

Apesar do nome "Cotovelo de Tenista", a maioria das pessoas que sofre com a Epicondilite Lateral nunca pegou em uma raquete. A causa é o esforço repetitivo dos tendões que estendem o punho.

Como identificar?

A dor aparece na ponta do osso lateral do cotovelo. Ela piora ao:

  • Abrir maçanetas.
  • Segurar uma xícara de café.
  • Digitar ou usar o mouse por longas horas.

Por que a dor demora a passar?

Os tendões do cotovelo têm pouca irrigação sanguínea. Por isso, pequenas lesões demoram muito mais para cicatrizar do que em um músculo, por exemplo.

Tratamento Moderno: O foco na regeneração

1. Infiltrações de Precisão

Procedimentos guiados por imagem ajudam a reduzir a inflamação local e acelerar a recuperação do tendão, permitindo alívio mais rápido da dor e facilitando o início da reabilitação funcional com mais conforto e segurança.

2. Diagnóstico Diferencial: Nervo Interósseo Posterior

Algumas dores laterais no cotovelo não vêm apenas dos tendões. Em certos casos, há uma compressão do nervo interósseo posterior, um ramo do nervo radial que passa pela região. A avaliação médica especializada é fundamental para diferenciar entre uma epicondilite isolada e outras causas neuromusculares, como essa compressão. O tratamento correto depende desse diagnóstico preciso.

3. Fortalecimento Excêntrico

Esse tipo de exercício é um dos pilares da reabilitação. Ele ajuda o tendão a recuperar sua capacidade de suportar carga sem inflamar, com movimento controlado e progressivo. A orientação de um profissional capacitado é essencial para evitar sobrecarga.

Dica do Especialista: O uso prolongado de cotoveleiras ou faixas compressivas sem indicação pode piorar o quadro, comprimindo nervos e mascarando a causa real da dor. Sempre procure avaliação médica antes de iniciar qualquer tipo de contenção. O tratamento ideal combina técnicas intervencionistas com reabilitação ativa.

Agende sua consulta com o Dr. Otto para descobrir o plano ideal para seu caso.

Dr. Otto Beckedorff
Escrito por

Dr. Otto Beckedorff

Dr. Otto Beckedorff – CRM 226325SP | RQE 139078

Sou ortopedista com formação pelo Hospital Vera Cruz (Campinas/SP) e atuação focada no diagnóstico e tratamento da dor musculoesquelética, especialmente dores na coluna, joelho, quadril e ombro. Atendo pacientes com dores agudas ou crônicas, que muitas vezes convivem com limitações físicas e impacto direto na qualidade de vida.