Espondilodiscoartrose Lombar: Entenda o Que É e Quando Precisa Tratar
Receber um laudo com o termo “Espondilodiscoartrose Lombar” assusta à primeira vista. Mas, na prática, ele costuma descrever alterações comuns relacionadas ao desgaste natural e ao envelhecimento da coluna.
O mais importante é entender que nem todo achado no exame de imagem significa dor real ou necessidade de cirurgia. Existem diferentes causas possíveis para o desconforto, e o diagnóstico correto é o primeiro passo.
O que o laudo quer dizer na prática?
O termo descreve um desgaste que atinge três frentes da coluna:
- Espondilo: Alterações nos corpos das vértebras (ossos).
- Disco: Desgaste nos discos intervertebrais (amortecedores).
- Artrose: Desgaste nas facetas (articulações que conectam as vértebras).
Entenda os termos comuns do seu exame:
| Termo no Laudo | O que significa na prática? | | :--- | :--- | | Desidratação Discal | O disco perdeu parte de sua água e altura original. | | Abaulamento Discal | O disco apresenta uma leve deformação, sem necessariamente haver ruptura. | | Hipertrofia Facetária | As articulações estão mais espessas devido à sobrecarga crônica. |
Quando esses achados merecem investigação?
O exame sozinho não define o tratamento. O que realmente importa é se os achados têm correlação direta com o que você sente. Alguns sinais que merecem investigação detalhada incluem:
- Dor lombar persistente que não melhora com medidas iniciais.
- Dor que irradia para as pernas (choque, queimação ou formigamento).
- Perda de força ou sensibilidade nos pés e pernas.
A avaliação médica é fundamental para saber se o procedimento é indicado no seu caso.
Procedimentos Minimamente Invasivos
Quando há dor persistente e refratária a tratamentos conservadores, podemos utilizar técnicas de precisão para modular a dor e melhorar a mobilidade da coluna. Cada caso precisa ser individualizado.
- Bloqueios Facetários Guiados por Imagem: Utilizados para o controle da inflamação nas articulações da coluna lombar (facetas).
- Radiofrequência de Nervos Facetários: Indicada em casos de dor crônica confirmada após teste diagnóstico, com o objetivo de prolongar o alívio da dor através da neuromodulação.
Conclusão
A espondilodiscoartrose é um achado comum e nem sempre é o "vilão" da dor lombar. A decisão do tratamento depende da correlação entre a imagem e o exame físico realizado em consultório. Tratar o paciente — e não apenas o laudo — continua sendo a nossa prioridade.
Agende sua avaliação para entender se o seu caso pode se beneficiar de uma abordagem intervencionista.

Escrito por
Dr. Otto Beckedorff
Dr. Otto Beckedorff – CRM 226325SP | RQE 139078
Sou ortopedista com formação pelo Hospital Vera Cruz (Campinas/SP) e atuação focada no diagnóstico e tratamento da dor musculoesquelética, especialmente dores na coluna, joelho, quadril e ombro. Atendo pacientes com dores agudas ou crônicas, que muitas vezes convivem com limitações físicas e impacto direto na qualidade de vida.